
Acabei de baixar (sim, proletário é assim só baixando na net) o vinil dos Novos Baianos, e achei incrível especialmente o disco Acabou Chorare. Particularmente fico muito feliz quando encontro bons sons, imagens, pinturas, textos, atitudes, filmes e afins brazucas com uma qualidade grandiosa até o último fio de cabelo e invejável pra qualquer gringo.
Mas um negócio que não gosto e ver as pessoas reclamando da qualidade, dos efeitos, dos sons enfim das coisas nacionais ficam apenas criticando. Realmente o capital que rola aqui não é igual ao que gorjeia por lá na Europa ou EUA. Temos nossos costumes, cacuetes e principalmente essa estigma horrível de se sentir inferior. Realmente não vejo as produções locais como inferior, são cenários e perspectivas diferentes (sim diferentes por que é nosso, não é um documentário gringo, nem arte feita por eles). Não se pode ficar comparando, deve-se procurar entender o significado e o que aquilo representa pra você.
Inúmeras produções culturais nacionais não conhecidas pela massa seja por desinteresse ou falta de estímulos necessários. Pior é quando vai para outro país e ganha grande visualização vindo, às vezes, de volta ao Brasil e faz sucessos apenas por que fez sucesso no exterior (vide boi-bumbá de Parintins). Deprimente.
Abra seu olho, olhe ao redor, procure ver o que realmente é bom, se tem qualidade e personalidade independente se veio do meio do sertão ou do meio de NY.
Uma dica de download de cd´s e vídeos nacionais raros: http://sombarato.org
Um Feliz 2010.
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Ouvindo: Novos Baianos- Tinindo Trincando

À algumas semanas fui a um seminário sobre qualidade na empresa, e dentre os palestrantes estavam um representante da NOKIA Amazonas. Um cara, branco de óculos de 30 e poucos ou de 40 e poucos anos parecia conhecer o negócio da empresa (apesar do pouco tempo nela, comos os CEO’s), com aquele jeitão de ‘correndo contra o tempo’ e hiperativo, até aí… nada contra. Quando entra o segundo palestrante agora da empresa PETROBRÁS e novamente outra pessoa de fora do Estado. Quando no bloco de notas, que me deram provavalmente para anotar o que eles estavam falando, me vem a idéia de um post para o blog. Analisando os dois caras posso afirmar sem medo de errar que se algum dos dois tiver mais de 5 anos em Manaus é muito. Aí vem aquele pensamento “paulistas fdp’s”. Que me desculpem os mais serenos, mas sou regionalista SIM.
E realmente nunca entendi o que leva, ou melhor, por que temos tão poucas pessoas daqui com grandes cargos e influência em nosso Estado, sejam nas grandes indústrias que são exemplos claros principalmente nas Asiáticas. Sabemos que realmente nossa realidade é diferente de muitos “centros metropolitanos”, mas por favor o que temos aqui de mão de obra a ser explorada, qualitativamente e não quantitativamente como já o ocorre, não esta no gibi (talvez por que eu pense que sou um).
O que acontece também tem sua sustentação na cultura local, é histórico o Amazonas sempre foi um Estado de outros, poucas vezes os próprios amazonenses tiveram grande influência na vida da cidade e do Estado, sejam portugueses, árabes, sejam nordestinos, sulistas ou paulistas. De fato nosso Estado desenvolveu-se com diversas mãos atuando, não dá para negar.
Somos acolhedores? Sim, com certeza. Somos simpáticos, sim com certeza.
Agora outra pergunta: Nos valorizamos? Não, com certeza. Quantos casos ocorrem todos os dias e todas as noites de grandes profissionais de quaisquer área que precisa do “crivo” de outro Estado ou País para poder ser reconhecido por aqui. Músicos, escritores, pintores, e demais profissões. Por que este estigma? Será que somos diferentes? Aprendemos devagar? Com certeza não.
Acredito apenas que podemos aos poucos ir mudando esse cenário, aquele velho ditado do beija-flor que leva a água no bico para o incêndio. Uma destas alternativas é demostrar resultado, onde quer que você esteja, seja em qual nível hieráquico ou social. Exemplos que deram certo fora e dentro de nossa região não faltam, seja um tio seu que trabalha numa grande indústria e viaja todo fmi de semana ou um artista que ainda não emplacou e toca todo fim de semana no restaurante. Seja crítico e perceba melhor as coisas que acontecem ao seu redor. Repense seus parâmetros e dê valor ao que realmente tem.
Valorize, apoie, semeie e colheremos depois.
Abraços
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Ouvindo: Jill Scott- Let me [feat. Sergio Mendes and Will.i.am].mp3
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