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Posts Etiquetados ‘Marketing’

Necessidades e razões

Durante uma das aulas de Gestão em Vendas um dos assuntos que tomou grande parte dos esquentados debates foi a questão do relacionamento com cliente Versus o processo de venda. Em linhas gerais quer dizer o compromisso do vendedor com a necessidade do cliente versus uma venda qualquer entre muitas.

E em um determinado momento falei de empresas de Fast Food em que o vendedor (atendente) geralmente faz aquele sorriso forçado e o que o querido atendente deveria passar ao cliente é que (no mínimo) se preocupa com a qualidade da comida que está ofertando, mas o que realmente vemos é uma realidade bem diferente, os empurrões de inúmeras promoções já pré-formatadas pela equipe de marketing, dos tipos: por pontos, cartão fidelidade, promoções casadas e exclusivas, entre outros. Nesse momento um colega da sala falou que isso vai contra a própria filosofia da empresa de Fast Food, ou seja, nada de relacionamento, pega a comida e vaza. E achei que fui meio incompreendido.

Em minha percepção, por menor que seja a venda, o bom atendimento e a real preocupação com as necessidades dos clientes é sentida na compra de qualquer produto/serviço, seja ela de um ovo de codorna ou um carro zero.

Nesta questão entram vários aspectos que influenciam estes acontecimentos, um deles é a famosa meta de venda, no qual passa números incompreensíveis para se cumprir de cotas e vendas. O que na verdade poderia ser uma ferramenta clara, transparente, bem explicada e entendida pela equipe, desde sua formação, execução e resultados esperados; agindo até na motivação e ânimo da equipe. Se não utilizada com esse viés é ordem dada e a ordem sem comprometimento.

O que é realmente ser bem atendido numa venda, e o que acredito que falta em muitos momentos nas abordagens à clientes, é a percepção pelos vendedores/atendentes do que o consumidor realmente precisa. A partir destes o processo de vendas acaba ocorrendo de maneira natural, visando oferecer produtos e serviços que realmente possam atingir os objetivos dos clientes e os objetivos da organização.

Ouvindo:  Malbec- Noturnos

Por que o Marketing é importante?

Vendo uma quantidade de peças publicitárias e ações de marketing mal estruturados, resolvi registrar alguns para posterioridade. Pra quem ainda pensa que um bom marketing, divulgação, peça publicitária não é importante. Mas para esclarecer resolvi não falar de teoria, mas sim ver o que acontece no dia-a-dia, seguindo de uma profunda análise científica, seguem:

Figura 01: Mônica Jackson

Utilização de personagem infantil e acontece o quê? Uma Mônica (lógico que sem direitos autorais) estilo ‘bad/beat it’ associada a uma distribuidora de gás? Se alguém entendeu o que significa essa associação por favor deixe um comentário ou mande um e-mail.

Lição: Não ponham personagens infantis pra carregar peso.


Figura 02: Pinóquio pornô

Esse folder não lembro se recebi na rua ou se chegou em casa (falha na distribuição). Enfim, o que leva um pessoa a pensar que utilizando personagens infantis em folder de motel ela irá ter sucesso? Ou tem a intenção lógica de associar criança com sexo, pedofilia, ou simplesmente foi uma piada sem graça mesmo. Pinóquio safadinho. Por favor, nunca façam isso com suas empresas.

Lição: Deixem suas filhas e irmãs longe do Pinóquio.

Figura 03: É o tchan da propaganda

Essa tem história: Academia em área super nobre de BH, em frente a um dos  maiores pontos turísticos da cidade. O valor do m² deve ser maior que o valor do meu quarto com tudo o que tem dentro. Mas o que acontece? A empresa resolve colocar um banner em frente da academia de uma mulher malhando e uma mensagem atrás (da bunda) dela do tipo: “Aqui você fica mais forte” (desculpem pela qualidade da foto tirada do celular). Quando vi só lembrei as letras do É o tchan. Duplo sentido total. E a injustiça de não contratar um bom profissional pra fazer um trabalho decente.

Lição: Os ricos também erram feio.


Figura 04: Bráulio e Bráulia- Garotos propaganda

Mais um caso de associação de imagem. Realmente a empresa ter uma ilustração, uma figura, objeto ou algo que tenha a ver com o seu produto ou serviço chama atenção e visível o negócio a que ela se propõe. Porém não precisa ser tão explícito e direto ao ponto. Vejam essa anúncio em pleno centro de BH de um sex shop, podiam ter vários símbolos ou objetos pra chamar atenção, mas o que eles colocam? Os órgãos sexuais em formato ‘mini-me’. Vejam do lado esquerdo superior da foto. Ninguém merece.

Lição: Deixe seus órgãos sexuais dentro da calça, não em uma peça publicitária.


Fiquem ligados.


Ouvindo: Móveis Coloniais de Acajú- Cheia de manha

Estrategicamente Feio

Depois de ver inúmeros comerciais, estudar administração, no auge dos meus estudos de marketing e trabalhando com agências e veículos de comunicação, venho notando a importante estratégia que vem sendo adotada por algumas empresas e agências, ao contrário de algumas que ainda vivem no mundo disney e holywood. É a tendência de se aceitar o real, de trabalhar os clientes como pessoas normais, inconformadas com aparência, infelizes nos relacionamentos, entre outras coisas que todos temos.

Se por um lado é positivo pensarmos que finalmente as empresas estão (em teoria) procurando conhecer melhor seus clientes, tratando as pessoas como realmente são com seus defeitos e virtudes. Noto, entretanto, que os “ticks” publicitários ainda continuam em alta. Depois de ver um comercial da Sadia em que todos estão (teoricamente) felizes, naquele clima de bairro legal, onde há a impressão de que vai ter um arraial do bairro em questão de minutos, eis que surge os personagens: o tio barrigudo, o menino mané, a mocinha gatinha, os velhos fofoqueiros. Não sei quanto à vocês, mas a impressão que tenho destes comerciais é de que tudo é estrategicamente calculado, e realmente é! O tamanho da barriga do tio, a ‘manézice’ do menino, enfim…e fiquei nessa vez com a estranha noção de que ainda não estão tão próximo da realidade assim.

E lembrando que nem em bairro fui criado e notei que não é tão semelhante assim, imagina quem mora e vive diariamente.

O que sempre, e ainda, é vendido para todos é a utopia, o ideal, o perfeito. Um passo já foi dado percebendo que nem todos querem ser utopias. De resto, só falta todo ele.

Abraços

Hot Pocket SADIA- Vai um pedaço?

Ouvindo: Zigmat- Light of the Moon

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