07.08.08
(RE) Flexões: Poucas, boas e más.
É incrivel como em nosso Estado (Amazonas) e na maioria dos estados da região Norte, apesar de inúmeras empresas, poucas ainda dão a devida atenção ao público local como formador de opinião em eventos culturais. Elas preferem usar e abusar de seu marketing em regiões mais populosas(logicamente) como Sul e Centro-oeste. Apesar disso o crescimento e amadurecimento de entidades e grupos culturais, vem guerreiramente tentar criar um cenário de constante crescimento e amadurecimento cultural. Mesmo contando com apoios restritos dos meios empresariais e públicos.
Mesmo estando entre os Estados mais ricos do país, e a visível transformação urbana e social, ainda existem poucos: espaços, público e diversidade em opções culturais locais. Influenciados por modas de outros centros urbanos, sejam internacionais ou nacionais, músicas vindas de outras terras ganham ares por aqui. O mesmo se aplica à valoração dos artistas locais, que quando conseguem uma certa notoriedade fora do Estado (tendo ou não notoriedade anterior local) ganham ares de “verdadeiros” artistas sejam atores, músicos, fotógrafos, etc. Mostrando a desvaloração ou a própria ignorancia de um povo visualizar e valorar seus artistas.
Dominados por apadrinhamentos políticos e puxasaquismos, cadernos locais de cultura pouco acrescentam como diferencial em incentivos culturais concretos.
Excluindo-se desta os conhecidos festivais folclóricos locais, que esses sim possuem grande apoio e incentivos governamentais e empresariais, autoexplicando-se pelo apelo popular e a cultura histórica que representa para nosso povo.
Resta a nós (artistas, produtores, incentivadores) a humilde iniciativa de levantar as mangas e procurar alternativas que venham com um diferencial que possa além de crescer em suas estruturas crescer também no pensamento e cultura que será gerida.
Que este texto seja entendido como uma posição e visão que possuo conforme informações contidas em jornais, depoimentos e em alguns textos como este sobre o cenário cultural e que possa servir de debate e reflexão de novos caminhos, conceitos e principalmente ações nesta área.
Texto escrito uns dois anos atrás, que ainda vou editar pra colocar no Overmundo. Aceito críticas e sugestões.
Abraços
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Ouvindo: Cássia Eller- Ect