07.26.08
Envelhecer bem

Melhor assim.
Nesse fim de semana vi o novo Dvd do Ney Matogrosso (não, não sou boiola), e esse bixo apesar de ter 60 e poucos anos, vem apresentando um trabalho muito legal. Confira também os últimos cds de Gal Costa, realmente esses caras estão apresentando um trabalho pra ensinar os mais novos como que realmente se faz música e arte em geral.
Alguns acontecimentos culminaram para este post: 1- Morte da Dercy Gonçalvez, 101 anos se não me engano. Pra essa o que não falta é história. 2- Reportagem da Veja falando que a vida começa aos 50 anos, 3- O Dvd citado. E no show do Ney teve uma música que me chamou a atenção, fala de que o cara não quer ser novo, um discurso muito legal e contra essa maré de juvenização forçada, é velho querendo ser novo, é a pirralhada querendo ser jovem (pqp). Então a música fala dessa vontade da pessoa não querer ser jovem novamente, o novo pra ela é ser velho, o que em meu ponto de vista deve ser muito mais legal mesmo. Já pensou poder ter uma maturidade sobre o que está fazendo, saber analisar as decisões que irá tomar.
Acredito que o que faz as pessoas velhas são o que elas pensam, idealizam e o que principalmente fazem. Ou seja, você não é velho por ser velho, você fica velho por que pensa como um velho. Tem yoga, livros bacanas, viagra, plásticas e outras coisitas mais que permitem você explorar sua vida. Se pra velho tem tudo isso, e pra jovem?? Lição do post: Aproveite TODA a vida. Ter filhos, netos, carro comprado, apartamento desejado, tudo faz parte de uma coisa só. De Você.
Abraços
Anexo:
Ney Matogrosso – Lema
Carlos Rennó E Lokua Kanza
(Ioba iê)
Não vou lamentar
a mudança que o tempo traz, não
o que já ficou para trás
e o tempo a passar sem parar jamais
já fui novo, sim
de novo, não
ser novo pra mim é algo velho
quero crescer
quero viver o que é novo, sim
o que eu quero assim
é ser velho.
envelhecer
certamente com a mente sã
me renovando
dia a dia, a cada manhã
tendo prazer
me mantendo com o corpo são
eis o meu lema
meu emblema, eis o meu refrão
mas não vou dar fim
jamais ao menino em mim
e nem dar de não mais me maravilhar
diante do mar e do céu da vida
e ser todo ser, e reviver
a cada clamor de amor e sexo
perto de ser um Deus
e certo de ser mortal
de ser animal
e ser homem
tendo prazer
me mantendo com o corpo são
eis o meu lema
meu emblema, eis o meu refrão
eis o meu lema
meu emblema, eis minha oração
eis o meu lema
meu emblema, eis minha oração
Ioba iê
—
Ouvindo: Ney Matogrosso- Lema
07.15.08
Perspectivas?
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Neste post resolvi falar sobre a profissão que escolhi, no sentido de refletir do estudo da administração, pelo menos, em nosso Estado. Apesar de não conhecer muito o interior e o estudo da administração nele, eu me pergunto: “Como será que os ´administradores´ de Benjamin Constant, Itacoatiara, e outros municípios imaginam atuar na área?” , e “O que eles pretendem estudando administração de empresas?” São perguntas que deveriam ter suas previsões certas.
Tirando um pouco por Manaus, em que a profissão muitas vezes se dispersa em inúmeras atividades (característica da área), configurando-se em um ponto positivo e negativo ao mesmo tempo. Positivo ao modo que abre um leque de opções dentro da área de atuação, ficando à critério da pessoa escolher em qual vertende pretende atuar. E negativo que ao mesmo tempo que é tudo também pode ser nada, administrar por administrar muita gente faz, e até mesmo sem formação faz bem feito, seja por experiência, necessidade ou dom.
Cabe refletirmos de que maneira possa ser criadas leis e ações que enrijeçam mais a profissão. Sejam com apenas determinações ou com ferramentas exclusivas (vide Contabilidade, com os famosos balanços).
No fritar do ovos, o que que acontece é que tem administradora formada trabalhando como secretária, atendente, não desmerecendo estas atividades pois também envolvem a administração mas que possam ser exercidos cargos de renome e valoração da profissão. Assim como tem nego formado em engenharia que é gari lembram??
Costumo falar para amigos próximos que nego cursando administração está na mesma proporção de pessoas que torcem para o flamengo. O que noto é que muitas pessoas cursam administração para arranjar emprego, desvirtuando o propósito final do curso que é administrar. Você cursa Biologia para arranjar um emprego? Farmácia? Direito? qualquer que seja o curso imagino que a finalidade é atuar na área X daquela ciência. E o que encontra-se muito entre os administradores é a indecisão, falta de foco e às vezes falta de oportunidade.
Certa vez uma professora da faculdade falou que infelizmente o nível de graduação no Brasil se equivale ao do ensino médio em países desenvolvidos. Dependendo do aluno isso vira uma grande e infeliz realidade. O que eu acredito que fica por volta de 70% das pessoas que se formam. E esta realidade vem em paralelo às ofertas de emprego igualando-se a este nível.
Imagino que é semelhante à política, tem os bons e os maus profissionais, mas os maus se destacam pela maioria e pelas cabeçadas que dão por aí. Sinceramente não sei qual dos 02 eu pertenço. Espero que seja no mínimo no intermediário.
Este post na minha opinião ficou meio solto pela quantidade de temas abordados (de propósito), pois se destina à abrir os debates, então complementem à vontade. Provavelmente falarei em algum destes assuntos novamente em outro post.
Abraços
—
Ouvindo: Jamiroquai- Everyday
07.08.08
(RE) Flexões: Poucas, boas e más.
É incrivel como em nosso Estado (Amazonas) e na maioria dos estados da região Norte, apesar de inúmeras empresas, poucas ainda dão a devida atenção ao público local como formador de opinião em eventos culturais. Elas preferem usar e abusar de seu marketing em regiões mais populosas(logicamente) como Sul e Centro-oeste. Apesar disso o crescimento e amadurecimento de entidades e grupos culturais, vem guerreiramente tentar criar um cenário de constante crescimento e amadurecimento cultural. Mesmo contando com apoios restritos dos meios empresariais e públicos.
Mesmo estando entre os Estados mais ricos do país, e a visível transformação urbana e social, ainda existem poucos: espaços, público e diversidade em opções culturais locais. Influenciados por modas de outros centros urbanos, sejam internacionais ou nacionais, músicas vindas de outras terras ganham ares por aqui. O mesmo se aplica à valoração dos artistas locais, que quando conseguem uma certa notoriedade fora do Estado (tendo ou não notoriedade anterior local) ganham ares de “verdadeiros” artistas sejam atores, músicos, fotógrafos, etc. Mostrando a desvaloração ou a própria ignorancia de um povo visualizar e valorar seus artistas.
Dominados por apadrinhamentos políticos e puxasaquismos, cadernos locais de cultura pouco acrescentam como diferencial em incentivos culturais concretos.
Excluindo-se desta os conhecidos festivais folclóricos locais, que esses sim possuem grande apoio e incentivos governamentais e empresariais, autoexplicando-se pelo apelo popular e a cultura histórica que representa para nosso povo.
Resta a nós (artistas, produtores, incentivadores) a humilde iniciativa de levantar as mangas e procurar alternativas que venham com um diferencial que possa além de crescer em suas estruturas crescer também no pensamento e cultura que será gerida.
Que este texto seja entendido como uma posição e visão que possuo conforme informações contidas em jornais, depoimentos e em alguns textos como este sobre o cenário cultural e que possa servir de debate e reflexão de novos caminhos, conceitos e principalmente ações nesta área.
Texto escrito uns dois anos atrás, que ainda vou editar pra colocar no Overmundo. Aceito críticas e sugestões.
Abraços
–
Ouvindo: Cássia Eller- Ect
